Inscrições

Olá, estamos reformulando o sistema de inscrições, que logo retornará para melhor atendê-lo, por hora as inscrições devem ser feitas pela própria federação organizadora.
Aniversariantes do mês

02/12
Jenniffer Figueiredo de Meira Lima - PB
06/12
Rosen Lima dos Santos - PB
11/12
- PB
12/12
- PB
17/12
Maria Tereza Sarmento - BA
21/12
- PB
29/12
Lucas Dantas Medeiros - PB
 

Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3
Imagem 4


Notícias

Cavalo, esse grande, forte, sensível e frágil companheiro
02/08/2018 - Fonte: Jornal Gazeta

O cinema não faz muito para ajudar a entender o cavalo. Ao contrário, mostra sempre um animal forte, quase imortal, que resiste a tudo, inclusive aos maltratos de chicotes e a boca violentamente puxadas. Não, não é assim que se trata do frágil, bonito, grande Equus ferus caballus.

Na evolução do reino animal o cavalo é caça, como qualquer outro bicho vegetariano. Ao longo da evolução, perdeu os outros dedos que tinha em cada membro locomotor e passou a caminhar ou correr em apenas um. E sobre suas unhas, seu casco. Desenvolveu o sentido da velocidade para fugir dos animais carnívoros e, em especial, sua constante atenção a movimentos ao seu redor, fugindo ante a menor possibilidade de perigo.
Esse enorme e forte animal tem pelo menos 5 pontos bem frágeis:

1 - Cascos: existe um ditado no mundo do cavalo, em especial entre os ferreiros / casqueadores (sim porque o cavalo não precisa necessariamente ter ferraduras) que diz "Sem casco não há cavalo". Pura verdade. Como se apoiam sobre as quatro patas, precisa de todas para andar, correr e sobreviver. Problemas nos cascos, além de desequilibrar o cavalo, podem levar a morte lenta e dolorida.

2 - Alimentação: cavalos não comem qualquer capim, ou quando comem é porque a situação é extrema, de fome. Cavalos exigem tipos especiais de pasto e o menos indicado é o que mais existe no Brasil, um pasto de baixo valor proteico, de difícil digestão e que rouba cálcio, um elemento químico essencial para sua estrutura. Esse capim que foi introduzido no Brasil para terras de baixa fertilidade e para combater erosão é a braquiária, que entre outros males provoca foto sensibilidade, inclusive no gado. Cavalo precisa de capim certo -- tifton, jiggs, cost cross , todos derivados originalmente do capim estrela e conhecido no exterior (antes de retornarem cientificamente modificados ao Brasil) de Bahia Grass. E como complemento, ração para cavalo e sal mineral para cavalo, que é diferente daquele para gado.

3 - Digestão: e aqui está o ponto mais frágil do cavalo, seu aparelho digestivo. O que entra pela boca do cavalo tem que sair do outro lado. Não tem volta. Não tem retorno. Cavalo não arrota nem vomita. E mais uma informação: cavalo não rumina, como muita gente pensa. Ou seja, não tem dois "estômagos". O processo digestivo é feito em grande parte por bactérias que transformam o "verde", ou seja, o capim, em alimento e num bolo fecal que tem que sair. Nesse processo, essa fábrica cria muitos gases. Se os gases são bloqueados por alguma falha no processo digestivo, esses gases provocam as chamadas cólicas, expandem-se e se não tratados a tempo, podem levar a morte muito dolorosa.

4 - Pele: a pele ou couro do cavalo é fina/o. Quase tão fina quanto ao do ser humano. Tem mais pelos. O hábito de quem acha que sabe montar/cavalgar ficar chutando a lateral do cavalo é péssimo. Em especial para quem usa esporas. Pior ainda por aqueles cavaleiros que usam esporas tipo roseta, que cutuca muito a pele e corta ainda mais. Entre os que fazem equitação, entre cavaleiros do Exército e Polícia Militar, o recebimento de esporas é uma honraria -- uma tradição europeia -- que quer dizer que o cavaleiro ou amazona está capacitado para o uso dessa ajuda -- esse é o termo técnico -- e sabe a extensão dos ferimentos pelo uso errado. Usam com muito cuidado. Hoje a Federação Internacional de Equitação desclassifica da competição qualquer cavaleiro / amazona que, pelo mal-uso da espora, tire um mínimo de sangue do cavalo.

5 - Boca: aqui um dos pontos mais sensíveis e mais sofridos do cavalo. O céu da boca, os dentes, a interseção de pele nos cantos da boca. Num mundo que não sabe andar a cavalo e que acha que o cavalo se comanda ou se segura pela boca do animal -- e não pela equitação, pernas, balanço de corpo, treinamento com o cavalo -- muita gente puxa descaradamente e sem dó -- ou sem conhecimento -- a boca do cavalo com os ferros que colocam ali, conhecidos como freios e bridões. As ações desse gesto provocam imobilização pela dor, pelo corte nos cantos da boca, pelo aperto forte no céu da boca, pelo contato de aço nos dentes. Muitos cavalos disparam porque querem escapar da dor e sofrimento causado pelo cavaleiro / amazona. Hoje existe toda uma nova maneira (e velha, porque assim começou a equitação) de montar que é sem embocadura, ou o bitless. Mais sobre isso numa próxima oportunidade.

Finalizando, pela incompreensão do ser humano, aquele que deveria ser o ser inteligente, e pela cultura do erro, onde velhos conceitos são transmitidos por gerações e nunca questionados. Assim um belo, grande, inteligente, sensível, muito sensível animal pode sofrer. Ou pode ser um grande amigo e companheiro por toda uma geração.


Comente | Comentários desta Notícia (0)


Outras Notícias
federações FILIADAS

nossos PARCEIROS


mídias SOCIAIS




nosso ENDEREÇO

Circuito N-NE de Hipismo
Fone.:(81)3343-5970/(81)3343-4837 | hipismo@hipismonortenordeste.com.br

Av. Bernardo Vieira de Melo, 428 - Sala 204
Piedade - Jaboatão dos Guararapes - Recife-PE | CEP: 54.440-620