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Modo de locomoção e esporte equestre, Atrelagem existe a 4 mil anos
23/04/2018 - Fonte: Cavallus

Os romanos tiveram papel fundamental no desenvolvimento deste meio de transporte. Antes mesmo da Era Cristã já faziam uso intenso de carruagens leves puxadas por até quatro cavalos. Pelo número de animais atrelados eram chamados de ‘bigas’, ‘trigas’ ou ‘quadrigas’. Nas viagens mais demoradas, os romanos usavam a carroça-dormitório, enquanto o ‘Cisium’, um carro mais resistente, era usado como correio, percorrendo longas distâncias.

Foi a partir da Idade Média, com o declínio do Império Romano, que estes veículos quase desapareceram. No entanto, o resgate do transporte atrelado ressurgiu nos séculos XIII e XIV, atingindo seu apogeu no século XV, quando a estrutura dos carros era bastante parecida com a atrelagem utilizada na Antiguidade, acrescidos, agora, de adereços e ornamentos. Nobres, aristocratas e a realeza europeia se renderam a Atrelagem, transformando-a não só em um meio de transporte ou motivo de status, mas também em disputa com a instituição do trote atrelado, ou seja, as provas de Atrelagem. Nascia, ali, a ‘Era das Carruagens’.

Na trilha da evolução, o automóvel surgiu no rastro da atrelagem, e quem apostava na aposentadoria dos veículos movidos a cavalo se enganou. Transformada em esporte equestre, a Atrelagem passou a ser cultivada por quem preserva a elegância e o charme de um tempo que não volta mais. Os movimentos sincronizados e ritmados – sempre no andamento trotado -, a elegância dos trajes e dos carros, a beleza plástica dos animais e a destreza dos condutores fazem da Atrelagem uma paixão preservada no mundo inteiro e transformada em competição.

Em concursos de Atrelagem são realizadas provas diferenciadas, entre elas o Concurso Completo composto por provas de Adestramento, Maratona e Maneabilidade, além de provas de Condução e Elegância e Precisão. Na prova de Condução e Elegância, os juízes observam a apresentação geral do competidor, condutor, passageiro, parada e o recuo. Já a prova de Precisão, realizada num percurso com obstáculos, são observados tempo e penalizações.

Entre as raças encontradas puxando esse tipo de carruagem, estão o Bretão, Clydesdale, Percheron e Lusitano. Nesta última raça, inclusive, o Brasil tem um pioneiro, a Interagro, de São Paulo, foi o criatório que primeiro passou a investir na modalidade, desenvolvendo linhagens próprias, treinando condutores e importando da Alemanha cinco ‘carros’ para a prática do esporte: um do tipo Marathon para provas com obstáculos, dois do tipo Fun-Line para passeio e competições menos especializadas e dois Phaeton para passeio e competições de Dressage.

Em competições, realizadas aqui no Brasil através da Confederação Brasileira de Hipismo, o carro tipo Marathon é destinado às provas de cross-country e tem tração individual. Os demais podem ser utilizados com tração single (um cavalo), pair (dois cavalos) ou ‘team (quatro ou mais cavalos. As quatro raças citadas estão entre os animais que praticam Atrelagem atualmente no Brasil. Bretão, Clydesdale e Percheron são raças ‘pesadas’, também chamadas de ‘sangue frio’, ajustas para os trabalhos de tração.

Nas raças de ‘sangue frio’ o papel de difundir a Atrelagem no Brasil coube a Estância São Francisco de Borja, quando Cláudio Borja começou a importar os primeiros animais das raças Bretão e Percheron no início da década de 90 e em 1999 importou dos Estados Unidos dois Clydesdale. A partir de 2009, os animais foram transferidos para o Haras Larissa e a Atrelagem começou a reescrever uma nova página de sua história. Também praticam Atrelagem as raças Haflinger e Hackney e o Brasil tem hoje cerca de 40 carros para passeio e competição.

Além da CBH, as associações do Bretão, Lusitano e até do Árabe são forças que promovem a Atrelagem no Brasil. Foi no segundo semestre de 2009 que a Confederação Brasileira de Hipismo oficializou a entrada da Atrelagem em seu quatro de modalidades, passando a ter suas competições regidas pela entidade máxima do hipismo no Brasil. Paralelamente, foi instituída a Associação Brasileira de Atrelagem com o objetivo de fomentar o esporte entre todas as raças.


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