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Notícias

Entrevista com Billy
14/02/2012 - Circuito Norte e Nordeste de Hipismo

Considerado o melhor cavaleiro da Irlanda na atualidade e ocupando a décima nona posição do principal ranking de saltos do mundo, o Rolex, Billy mostra como a determinação pode balizar uma carreira vitoriosa.

Apaixonado pelo esporte, o cavaleiro comenta que no hipismo cada momento pode ser uma oportunidade de aprender e que fatores como disciplina, praticidade e observação influem de forma direta na formação de um grande campeão.

Como você começou no esporte?
Foi através da minha família, que sempre foi envolvida com cavalos de corridas. Sempre gostei de cavalos e comecei montando pôneis com apenas 5 anos. Aos nove, venci minha primeira prova Royal Dublin e, depois que experimentei o gosto da vitória, tive certeza que era isso que iria fazer da minha vida. Dos pôneis passei para os cavalos e felizmente obtive muitas vitórias dentro do circuito nacional.

Quando iniciou, imaginava que se tornaria um cavaleiro de sucesso?
Sim, eu sempre sonhei com isso. Eu sabia que tinha um longo caminho pela frente, mas também sabia que eu era capaz de alcançar este sonho.

Em que momento sua carreira decolou?
Tive a oportunidade de trabalhar para ninguém menos que Michael Witaker. Sempre busquei o melhor de mim no esporte, e trabalhar para Michael foi realmente uma grande escola. Para mim, ele é o melhor cavaleiro do mundo. Aprender com ele e ainda poder montar ótimos cavalos foi essencial para meu desenvolvimento como atleta. O Michael é um brilhante professor e o conhecimento e valores que ele me passou realmente não tem preço.

Qual a sua mais importante vitória?
Já tive muitas boas, mas eu acho que a melhor aconteceu em maio de 2011, na etapa do Global Champions Tour, em Valência. Foi inesquecível.

Você tem algum evento especial?
Sim, organizo o meu próprio campeonato em Dublin, Irlanda. Esse é o meu evento favorito, pois é muito bom ir para casa, ver seu pessoal, sua família e contar com o apoio da torcida. É fantástico.

Para organizar seu treinamento, que valores você mais preserva?
Eu tento manter as coisas bem simples com meus cavalos para que eles estejam sempre felizes e tranquilos. Nos treinos aplico o prático e o básico e sempre que possível, solto os animais nos piquetes para que se mantenham felizes e relaxados. Normalmente salto apenas uma vez na semana com os cavalos, principalmente se eu for competir no final de semana.

Qual sua principal montaria?
Meu melhor cavalo atualmente é uma égua chamada Tinka’s Serenade. Tem 14 anos. Nosso relacionamento é muito bom. Já monto ela há um tempo e estamos obtendo muito sucesso. Me considero muito sortudo por tê-la comigo, pois ela é uma égua espetacular. Além dela, meus outros principais animais são Je T’aime Flamenco e Romanov.

Em sua opinião, qual a importância do Adestramento para o Salto?
É muito importante para desenvolver o controle sobre o seu cavalo, fazer com que ele entenda seus comandos e você entenda o comportamento e os pontos fortes e fracos de cada animal. O adestramento básico é fundamental para que você tenha sucesso com sua montaria nas séries mais fortes.

Na sua opinião, qual o melhor cavaleiro da atualidade?
Existem muitos cavaleiros excepcionais, mas hoje em dia um cavaleiro que aprecio muito em estilo e eficiência é o Marcus Ehning, da Alemanha. Esse atleta é uma grande referência: eficiente, rápido e extremamente técnico.

Se você pudesse montar qualquer cavalo da atualidade, qual animal escolheria ?
Acho que eu escolheria a montaria do cavaleiro Christian Allman, o excepcional Taloubet Z. Eu acho que este cavalo apresenta os atributos que eu iria procurar em um animal. Ele me parece ser um cavalo extremamente cuidadoso e corajoso e demonstra uma vontade de tentar o seu melhor em cada oportunidade.

Existe algum segredo para alcançar o sucesso dentro do hipismo?
Eu acho que o principal ingrediente, pelo menos no meu caso, foi o trabalho duro e minha sede de conhecimento. Eu nunca paro de aprender. Busco aprender em todos os momentos: nos acertos, nos erros, observando outros cavaleiros, etc.

Quais são seus objetivos para o futuro?
Meu foco principal no momento é a qualificação da equipe irlandesa para os Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. Conquistando a vaga vamos nos concentrar em buscar medalhas para nosso país.

Você vê algum ponto negativo em sua carreira de cavaleiro?
Para mim, o fato de ter que ficar longe da minha família é algo bastante doloroso. Ter que viajar muito e não conseguir passar o tempo suficiente com minha esposa e filhos não é bom, mas foi essa a profissão que escolhi e como qualquer outra, tem seus pontos fortes e fracos. Tenho 3 filhos lindos e eles já montam (risos) pequenos pôneis.

Se você pudesse mudar alguma regra no hipismo, o que mudaria?
Gostei da pergunta. Eu tiraria o salto de rio que se usa na Copa das Nações, na segunda passagem. Os cavalos já saltam muitas vezes obstáculos com água e no final das contas é uma dificuldade que considero, no mínimo, desnecessária.

Você tem algum desenhador de percursos favorito?
Existem muito bons, mas eu gosto muito de Allan Wade. Ele é muito talentoso. A ênfase dos seus percursos está mais no cavaleiro e no controle sobre seu cavalo. Ele é um desenhador justo, não aplica “dificuldades loucas” para os cavalos em suas pistas.

Momentos antes de uma grande prova, o que você faz para relaxar?
Gosto de ficar um tempo sozinho afastado de todos. Só eu e meu cavalo. Depois repasso o percurso em minha cabeça, a parte técnica, planejando o que irei fazer em cada obstáculo. Às vezes as coisas não acontecem como planejei, por isso penso também em um plano B, para os obstáculos mais difíceis.

Você tem alguma mensagem para deixar para os cavaleiros brasileiros?
Eu acredito que você nunca pára de aprender e eu tento aprender todos os dias observando outros cavaleiros, aplicando treinamentos, observando os cavalos, etc… Mantenham as coisas simples, mantenham seus cavalos felizes, não compliquem o esporte.


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