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Notícias

As imagens de Raphael Macek
26/09/2013 - Fonte: Brasil Hipismo

O paulistano Raphael Macek, 32, está entre os mais conceituados e reconhecidos fotógrafos do mundo. Com registros nos principais eventos hípicos do mundo como, entre outros, Aachen, o Global Champions Tour, Jogos Olímpicos, Gucci Masters, o Oi Athina Onassis Horse Show 2012, Copa Hermès 2013, suas imagens porém já transcendem o mundo esportivo e ganharam espaço em grandes exposições internacionais de arte como L’Art pour l’Accueil, na Bélgica, Art Palm Beach nos EUA, a 9ª edição SP Arte, Mostra Black e Casa Cor, as três em São Paulo.

Formado “New York Institute of Photography”, Raphael acredita que “o equipamento e a técnica estão aí para ajudar e facilitar a vida do artista mas de uma forma com que inspire novas ideias e criações que despertem sentimento, força e emoção nas pessoas perante a natureza e o mundo que as cerca. A fotografia e todas as formas de arte somente encaradas como técnica perdem a sua alma.”
Com lançamento pela conceituada editora alemã TeNeues, o Equine Beauty, o primeiro livro de Raphael Macek chega ao mercado internacional e brasileiro nesse segundo semestre de 2013. O segredo do sucesso? “Sonhar e buscar todos os dias ideias e projetos novos.”

Confira a entrevista com o fotógrafo:

Você vem de uma família apaixonada por animais. Como foi o seu primeiro contato, em especial, com o cavalo?

Sim, minha família sempre esteve muito próxima aos animais, com apenas alguns meses de vida fui morar em uma fazenda onde meu pai criava algumas raças de cavalos. A paixão do meu pai sempre foram os cavalos e desde o princípio eu já convivia em meio a eles, eram os meus amigos e os estábulos, cocheiras e piquetes eram o meu playground. Acredito que foi dessa forma que se desenvolveu toda a admiração e o respeito que tenho por eles. Essa proximidade e estilo de vida sem dúvida influenciaram e criaram um sentimento dentro de mim que hoje consigo transmitir nos meus trabalhos: uma relação que não se ensina mas se sente.

Na adolescência você começou a se dedicar a fotografia, em que momento você percebeu – deu aquele clique – que essa seria a profissão ou grande paixão? Houve esse momento ou foi uma coisa gradual ?

A fotografia foi uma descoberta na minha vida, eu nunca antes imaginei trabalhar como fotografo profissional. Quando comecei a me interessar em aprender os ajustes e como eu poderia conseguir criar determinada imagem com a câmera foi procurar um curso de fotografia. Com aquela máquina e suas lentes em mãos parecia que eu tinha uma facilidade em captar o sentimento de determinadas cenas e assim fui produzindo imagens interessantes com uma visão diferenciada. Uma imagem em especial de um cisne negro, acho que uma das minhas primeiras fotografias, produzida após poucos dias aprendendo todas aquelas técnicas e ajustes mirabolantes se tornou um marco para mim.

Foi quando percebi que era aquilo que eu tinha vontade de fazer, a imagem ganhou alguns prêmios importantes de fotografia, foi publicada em algumas revistas conceituadas no meio da fotografia e até hoje mesmo depois de alguns anos de desenvolvimento do meu trabalho ainda a tenho como uma das minhas favoritas. A partir de então a fotografia foi fazendo cada vez mais parte da minha vida.

Como aconteceu a preferência pelo cavalo?

O meu interesse pela fotografia sempre esteve muito ligado a natureza. Paisagens, animais e estar em lugares diferentes onde eu poderia conhecer o mundo. Os animais são guiados pelo instinto, emoções e sentimentos e a idéia de poder captar isso em uma imagem me fascina.

São ações que não podem ser controladas pelo homem, a única forma de conseguir o que queremos deles é retribuindo com o nosso próprio sentimento e carinho por eles, esse é o segredo. Isso é o que torna esse trabalho tão interessante: cada indivíduo é único e conseguirá despertar um tipo de reação e sentimento. Os cavalos vieram como uma escolha natural para mim, beleza e força, delicadeza e emoção, juntos em um só animal e que já tinham uma longa história na minha vida. São modelos perfeitos: um prato cheio para o sucesso.

Você estudou fotografia em Nova Iorque em um dos renomados mais institutos do mundo. Qual a importância desse aprendizado?

A fotografia se desenvolve com a prática. São diversos caminhos possíveis para se chegar a um objetivo, não existe uma regra máxima a ser seguida. Arte é arte! Cada artista desenvolve o seu trabalho de uma forma particular. Acredito que o mais importante em se ter uma formação é a possibilidade de conviver com grandes profissionais com ideias, inspirações e experiências diferentes das nossas, poder imergir nesse Mundo. Viver o dia-a-dia focado no desenvolvimento da fotografia ajudou muito e abre um leque de oportunidades para que a criatividade seja sempre estimulada.

Você tem algum ídolo na fotografia ?

Na verdade são diversos ídolos. Acho que um bom profissional precisa sempre estar em contato com novas perspectivas e pontos de vista diferentes. Hoje estudo diversos tipos de arte para que as características de cada uma delas sejam somadas ao meu trabalho de alguma forma, na forma de pinturas, esculturas, música, cinema, literatura e obviamente a fotografia. Gosto muito de Leonardo Da Vinci, Pierre-Auguste Renoir, Ansel Adams, Helmut Newton, Nick Brandt, Philippe Faraut, entre outros.

Depois dos estudos em Nova Iorque, quais foram seus primeiros trabalhos profissionais?

Depois da minha formação, procurei trabalhar como assistente de fotógrafos que eu admirava e isso me colocou dentro desse novo universo. Já com algumas imagens fortes no meu portfólio fui chamado para fotografar alguns animais na África com uma equipe de mais quatro fotógrafos.

Esse foi o meu ponto de partida como fotógrafo profissional, após esse trabalho acabei me reaproximando dos cavalos por causa do hipismo, esporte que gostava de praticar e obviamente foi questão de horas para começar a fotografá-los. Busquei um olhar diferente sobre eles e não me basear apenas em fotografias de cavalos antes vistas. Mas sim expressando a minha visão sobre eles, as pessoas começaram a se interessar e um trabalho veio surgindo após o outro.

Hoje você sem dúvida é o fotografo mais badalado no mundo hípico aqui no Brasil e está entre os melhores do mundo. Por favor comente quais foram os principais concursos que você vem atuando.

Hoje procuro estar presente nos principais eventos do mundo. Estive nos últimos quatro anos do torneio de Aachen na Alemanha um dos mais tradicionais e completos do calendário hípico, assim como diversas etapas do Global Champions Tour que é considerada a fórmula 1 dos cavalos. Mais recentemente estive na etapa em Paris do Gucci Masters, da Copa Hermès em São Paulo e o evento fantástico que acontece em Wellington, nos EUA. Também estive nas Olimpíadas de Londres 2012 e cliquei toda a preparação da equipe brasileira. Foram experiências que certamente são um marco para a fotografia equestre no Brasil.

Ser o fotógrafo oficial do evento Oi Athina Onassis Horse Show aqui no Brasil também foi uma experiência marcante. Poder participar e acompanhar toda a montagem, a chegada dos cavalos e poder fotografar toda a organização de um evento desse porte aqui no nosso país é de se orgulhar. Acredito que tanto para mim quanto para o público brasileiro é um privilégio poder assistir a um espetáculo que cavalos e cavaleiros nos proporcionam nesse evento único no nosso país.

Uma outra vertente do seu trabalho vem sendo clicar cavalos em haras das diversas raças. Por favor comente seus recentes trabalhos.

Hoje com a rapidez da internet ao se publicar uma imagem ela se espalha e pessoas de todas a partes do mundo começam a conhecer as nossas criações e mercado mercado se abre nos mais distantes lugares. Como tenho um trabalho voltado para a arte esse diferencial desperta o interesse de proprietários e criadores com uma visão mais moderna que procuram sair do óbvio e realmente chamar atenção do mercado com novos ângulos e olhares para compor o seu acervo de imagens.

Venho sendo procurado por Haras nos Emirados Árabes, Estados Unidos, India, Europa como um todo, justamente para criar imagens que se destaquem e tenham esse olhar mais artístico sobre os seus cavalos, apresentando assim não somente o cavalo em sua melhor forma, mas sim criando uma imagem especial como um todo.

Além de um bom equipamento, qual a essência de um bom fotógrafo?

A câmera é o pincel do fotógrafo, um meio para chegar a um fim. É com esse instrumento que procuramos nos comunicar e expressar nossos sentimentos, através de diferentes técnicas desenvolvidas e estudadas para cada proposta de trabalho, afim de criar uma ideia, um conceito. Mas nunca fazendo com que a mesma prevaleça e ofusque a mensagem que o artista da fotografia deseja transmitir.

Há pessoas que encaram a fotografia apenas como um resultado do desenvolvimento técnico dos equipamentos digitais e químicos e que muitas vezes questionam “nossa que foto maravilhosa… mas também com uma câmera dessas né…” Quem teima em pensar dessa forma ainda está muito distante de realmente entender o verdadeiro significado da arte da fotografia.

O equipamento está aí sim para ajudar e facilitar a vida do artista mas de uma forma com que o inspire novas ideias e criações que despertem sentimento, força e emoção sobre as pessoas, a natureza e o Mundo que o cerca. A fotografia e todas as formas de arte somente encaradas como técnica perdem a sua alma.

Mas é claro que o resultado do trabalho do artista da fotografia também depende do equipamento utilizado para tal fim. No entanto a fotografia não é só isso, fotografia é uma somatória de diversos elementos, uma boa ideia associada a sensibilidade ou a sorte de estar no lugar certo na hora certa. E essa sorte estará muito mais presente na vida do profissional que se coloca na situação de poder aproveitá-la, podendo assim produzir uma obra impressionante ao olhar independente do equipamento utilizado.

A câmera por mais sofisticada que seja somente consegue registrar a luz que atravessa a lente e isso tanto a câmera do seu celular quanto as câmeras profissionais que custam milhares de dólares conseguem fazer. Quem cria a imagem, imagina a cena e dá a vida é o fotógrafo, que escolhe a melhor iluminação, decide se a mesma trará sombras fortes e altos contrastes ou então se a intensão é uma forma mais suave com tons mais homogêneos, evidenciando texturas e relevos.

As cores também exercem um papel importantíssimo sobre quais sensações e emoções o artista quer transmitir, cores suaves expressam tranquilidade e paz, enquanto cores mais vivas e com altos contrastes produzem imagens mais dinâmicas e de forte impacto. Além disso a posição dos objetos cria uma composição agradável e com fluidez determinando qual o tipo de sensação e sentimento o espectador terá ao observar determinada imagem. Tudo isso cabe ao artista decidir e criar uma coisa que nenhum equipamento poderá fazer por você.

“A Arte consiste em transformar coisas simples em coisas especiais” (Raphael Macek) é uma máxima… como você trabalha isso?

Busco com as minhas imagens mostrar momentos do cotidiano que acontecem a todo o momento, mas que muitas vezes passam desapercebidos ao olhar comum. Cada pessoa interpreta e vê o Mundo de uma forma particular e alguns momentos como esses expostos em uma perspectiva diferente fazem toda a diferença. Um instante tão simples, mostrar o que não é facilmente visto, captado com todos os seus detalhes, movimento, luz e sombra, começam a criar forma, causam emoção e ambientam a imagem, criando todo um estilo próprio que surpreende quem as observa, transformando assim os simples momentos em momentos especiais.

No tratamento de imagens, você pode tentar resumir em poucas palavras qual o segredo pra chegar a um bom resultado ?

Quando comecei a fotografar não comecei aprendendo clicando cavalos, mas sim aprendi fotografia. O tratamento de imagem sempre esteve e cada vez mais é presente no trabalho do fotógrafo profissional. Tratar uma imagem faz parte da finalização daquela cena e compõe todo o processo de criação de uma fotografia, em que cada um colocará o seu estilo próprio. O importante é saber que o tratamento não é a solução para um imagem mal produzida e sim uma ferramenta que faz parte de todo um conjunto. Se uma fotografia não for feita corretamente tratamento por si só não irá salvar a imagem.

Você recém participou de importantes exposições na Bélgica, EUA e São Paulo. Como foi a receptividade ?

Hoje o foco do meu trabalho é o mercado de arte que é um trabalho totalmente diferente do mercado de fotografia de cavalos. O comprador de obras de arte procura e dá importância para outros elementos em uma imagem, já o criador de cavalos quer mostrar a conformação e formas perfeitas dos seus animais. Quando se fala em arte esse tipo de regra não se aplica e a inspiração e criatividade do artista é o que faz a imagem especial.

Fiquei muito feliz com recentes exposições internacionais que participei: L’Art pour l’Accueil, na Bélgica, Art Palm Beach nos EUA, SP Arte, Mostra Black e Casa Cor, todas em São Paulo. A reação do publico é sempre muito positiva e consegui vender minhas imagens por valores bem expressivos. Ver o cavalo ser apreciado também por esse público colecionador de obras de arte é certamente uma conquista e abre muitas portas para que eu me dedique cada vez mais a esse tipo de trabalho. Hoje muitas feiras não só de arte mais também de decoração solicitam os meus trabalhos e venho trabalhando com alguns grandes arquitetos, levando os cavalos também para dentro das casas de quem os admira.

Quais as próximas exposições programadas?

Com o lançamento do meu livro Equine Beauty estão sendo organizadas diversas exposições que acontecem a partir do mês de Novembro de 2013 e vamos viajar ao longo de 2014 nas principais capitais do Brasil e em alguns dos principais países no Mundo. As exposições estão sendo produzidas pela minha equipe e além disso vou continuar participando das principais feiras de arte e decoração no Mundo com os meus trabalhos.

Você tem um sonho não realizado no mundo da fotografia?

Acho que quando deixamos de sonhar é porque aquilo perdeu o seu sentido. Sonho sim todos os dias em buscar o meu melhor, o que me deixe feliz, desenvolver novas idéias, projetos e técnicas diferenciadas é um processo que não acaba nunca, estou sempre estudando alguma coisa, experimentando. A fotografia é dinâmica, a cada momento vivido novas inspirações e sonhos vão surgindo.

Me vejo ainda no começo de uma carreira, tudo foi muito rápido até então e consegui me posicionar perante ao mercado de uma forma que nem eu mesmo sonhava. Agora vem o amadurecimento. Vamos ficando mais seletivas e a fotografia cresce junto com o artista: é como um bom vinho o tempo vai amadurecendo cada vez mais o bom gosto. Tenho muitas coisas ainda a realizar. Estou descobrindo a ponta do iceberg. Vamos ver o que ainda está por vir, mas sempre tudo acontecendo na hora certa, assim como foi com o meu livro Equine Beauty.

Voce também oferece cursos / workshops. Como você se sente em poder passar seu conhecimento para novas gerações?

A minha idéia com os workshops sempre foi despertar o interesse nas pessoas em observar o Mundo por uma outra perspectiva, sair do padrão que estamos acostumados e ao mesmo tempo ensinar os conhecimentos técnicos de uma forma que realmente se aprenda, despertando assim a paixão pela fotografia. Estou muito satisfeito com a evolução que vejo nas pessoas que participam dos meus workshops e hoje os chamo de família, possibilitar a eles esse start inicial e ver a cada dia seus trabalhos se desenvolvendo, saber que deixei um pouquinho das minhas palavras na vida de cada um deles é um grande prêmio para mim.

O seu primeiro livro Equine Beauty é um lançamento da renomada editora alemã teNeues. O que significa a realização de desse trabalho e qual a expectativa para tê-lo em mãos ?

É um sonho que se torna realidade, um livro produzido pela editora alemã teNeues para um fotografo é o ponto mais alto aonde se pode chegar com um trabalho e ainda por cima ser o primeiro artista brasileiro a ter um livro publicado por eles me deixa ainda mais orgulhoso e mostra que estou no caminho certo.


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